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Camila Domingues

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Camila Domingues levou um susto no começo da vida universitária: no segundo semestre de pedagogia, com 21 anos, ela perdeu a visão dos dois olhos devido a um descolamento de retina. “Eu pensei em desistir, trancar a faculdade, mas com apoio da família e do médico resolvi lutar”, diz Camila. Mas a surpresa não parou por aí: quando começou seu processo de reabilitação na Fundação Dorina e a procurar recursos para pessoas com deficiência visual, ela conheceu Leonardo. Logo os dois se apaixonaram e começaram a namorar.

Enquanto seu relacionamento ia de vento em popa, Camila se formou e passou para uma pós-graduação em educação especial. Mas não foi apenas rosas que Camila encontrou pelo caminho: “eu passei em 22º lugar em um concurso público do estado de São Paulo para professora do ensino básico mas as médicas peritas não me deixaram assumir o cargo, alegando que eu era inapta”, conta ela. E então completa, realizada, que atualmente passou em um outro concurso e agora é professora do ensino regular.

Se na sua vida profissional passou por desilusões e desafios, não podemos dizer o mesmo sobre sua vida amorosa. O amor de Camila e Leonardo superou o preconceito dos outros, que não entendiam como duas pessoas cegas poderiam ser independentes, e os dois casaram. “As aulas de atividades da vida diária da Fundação Dorina me ajudaram muito na parte de como mexer em um fogão, como varrer e saber que está limpo. Também aprendi muito a ter autoconfiança, a saber que eu posso cuidar da minha casa e do meu marido”, afirma ela.

Camila também conta quais são seus planos para o futuro: “hoje, eu e meu marido vivemos os mesmos sonhos e os mesmos ideais para o futuro. Queremos ter filhos sim, é mais um desafio mas com certeza a gente vai superar!”.

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